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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A História do Rock recheada com duas entrevistas de músicos do Vale do Aço.

Rock é um termo abrangente que define o gênero musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes se encontram no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinqüenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o gospel, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".
No final dos década de 1960 e início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgêneros. Quando foi misturado com a folk music ou com o blues ou com o jazz, nasceram o folk rock, o blues-rock e o jazz-rock respectivamente. Na década de 1970, o rock incorporou influências de gêneros como a soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos. Ainda naquela década, o rock gerou uma série de outros subgêneros, tais como o soft rock, o glam rock, o heavy metal, o hard rock, o rock progressivo e o punk rock. Já nos anos oitenta, os subgêneros que surgiram foram a New Wave, o punk hardcore e rock alternativo. E na década de 1990, os sub-gêneros criados foram o grunge, o britpop, o indie rock e o nu metal.
O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, da bateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, desde a década de 1970, sintetizadores digitais. Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e a gaita (estilo blues) são por vezes utilizados como instrumentos solo. Em sua "forma pura", o rock "tem três acordes, um forte e insistente contratempo e uma melodia cativante".
A maioria dos grupos de rock são constituídos por um vocalista, um guitarrista, um baixista e um baterista, formando um quarteto. Alguns grupos omitem uma ou mais destas funções e/ou utilizam um vocalista que toca um instrumento enquanto canta, às vezes formando um trio ou duo; outros ainda adicionam outros músicos, como um ou dois guitarristas e/ou tecladista. Mais raramente, os grupos também utilizam saxofonistas ou trompetistas e até instrumentos como violinos com cordas ou cellos.

 
Entrevista com dois músicos do Vale do Aço, Thales Tavares e Hugo Sampaio, mais conhecido como "Medão", que já estam há um bom tempo no cenário musical underground, que é o chamado som de garagem, bandas que estam longe da mídia e quem têm produções independentes.
 
O músico de 23 anos, Thales Tavares, à aproximadamente 8 anos, Começou a se interessar pelo Rock N Roll logo após ganhar uma fita k7 de um amigo de colégio. Isso mesmo, uma fitinha k7 que eu ouvia no carro do seu pai. Na fita tinha músicas gravadas do Nirvana, Iron Maiden e Raimundos. Ele não conhecia nada que estava gravado na fita, apenas ouvia. O completo interesse, veio logo após um amigo de rua ouvir a fita no carro dele e lhe dizer que uma das bandas se chamava Nirvana, ai sim começou a paixão pelo Rock. Apartir dai, foi conhecendo mais e se tornando um completo fã de Nirvana e do Rock.
Para o jovem músico, o cenário atual é uma merda: "Tá certo que pensando pela grana e pelo lado publicitário, todas essas merdas são uma mina de ouro. Happy Rock, que péssima definição os caras criaram! O rock nunca foi isso e nunca será, essa galerinha influenciada pela mídia não conhecem a verdadeira ideologia do rock mas acho que quando crescerem e tiverem mais maturidade eles vão perceber quanta babaquice eles apoiaram. Calças alaranjadas, verde fluorescente, oculso de festa de 15 anos. Lamentavel associar isso ao rock". Disse Thales, se referindo ao cenário que se encontra hoje no mundo do rock.
O guitarrista da banda Slowed, onde dão prioridade para músicas próprias compostas em inglês e português, também fazem tributo à banda Nirvana, uma das maiores do grunge/alternativo que é uma vertigem do rock. Ele acredita que hoje, o cenário está bom, boas bandas já passaram por aqui e ainda vão passar, mas acha que um fator importante para esse crescimento foi a falta de oportunidade que as bandas do vale tinham no inicio. "Há alguns anos atrás, haviam poucos eventos no ano. Eu mesmo organizei um para lançar minha banda na epoca e apartir daí, vários eventos foram organizados, não por minha parte, mas sim, por um amigo que também tem banda, o Hugo "Medão". Cheguei a organizar mais alguns tendo como base o lema Punk "Faça você mesmo", já o "Medão" profissionalizou mais a coisa, trazendo bandas de fora, um som melhor, local, etc. Acredito que a tendencia é crescer. Tomara". Thales Tavares ainda nos deixa uma mensagem se referindo à aqueles que querem seguir carreira no rock:
"A primeira coisa é: Faça o que você goste de verdade. Se você quer mesmo entrar no underground, tenha paciência e força de vontade para correr atrás".



Hugo Sampaio, mais conhecido como "Medão", Começou a tocar violão aos 14, sempre querendo ser baixista. Só conseguiu comprar o primeiro baixo aos 21 anos.

"Eu mexo com banda desde os 15, mas não era sério. Bom, da minha parte era, mas não do resto das pessoas que tocavam comigo", risos.
Trabalha ativamente, tocando e produzindo pequenos eventos, desde os 18 anos.
E o interesse surgiu quando conheceu Raul Seixas, Black Sabbath e o Punk Rock.

"Me considero um "rocker" desde os 13, 14 anos..." Se referindo ao começo de tudo, a paixão pela música e pelo rock.
Em relação ao cenário rock'n'roll atual ele disse: "Esta não é a minha cena, risos. Não relaciono este cenário com o cenário do Rock n Roll. Acho uma merda, não apenas musicalmente falando... Mas é um plágio mal feito de tudo que há de mais comercial no universo do rock n roll".
O músico de 23 anos, que toca na banda "Infarto" que toca o estilo Death Metal, quando falamos da situação do rock no vale do aço ele contou que acha que tem havido uma decadência no que tange a galera que quer mostrar trabalho autoral. Mas isso não se dá por parte das bandas, e sim do público.

A galera tem se mostrado cada vez menos interessada em acompanhar as bandas AUTORAIS da região.
Rolam muitos shows, mas o público tem diminuído consideravelmente. Os lugares tem se tornado excassos, novamente...
"Há lugares como o Bom Ré Mi Fá, mas não abrem espaço para bandas relacionadas vertentes mais pesadas como Thrash e Death Metal e Punk/Hard Core. E lá raramente há a apresentação de bandas autorais. Eu mesmo toquei recentemente lá com uma banda que levava Covers". Menos bandas, banda tem até demais...Ele ainda ressaltou que rola uma certa desunião.Que o pessoal quer tocar, mas não se mobilizam pra promover os shows.
"E é difícil também unir a galera que produz os eventos... cada um acaba adotando uma linha de trabalho... tem sido complicado".

O Medão nos mandou uma mensagem referente àqueles que querem seguir carreira no rock: "Escutem a música It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock 'n' Roll) do AC/DC, só isso, nada mais".

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